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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
2010
Abandone o rock´n´roll. Deixe a insegurança de lado. Abandone os amigos de copo. Não seja mais beat, esqueça Bukowiski. Tenha fome. Tome banho. Acorde de manhã. Discipline-se. Corra 12 km por dia. Não tenha saudades. Liberte-se dos amores platônicos. Seja realista nas suas escolhas. Despreenda-se do passado. Perdoe-se. Suba a Rua bahia até a 15 de novembro. Sem medo, realize-se. Respire fundo. Tudo vai passar. Faça planos. Crie expectativas. Compre presentes para quem você ama. Faça um bolo formigueiro. Vá ao teatro com o seu filho, ou leve sua mãe. Ligue para os melhores amigos. Respire fundo. Tome água. Abandone a nicotina. Vá comer num restaurante aconchegante. Observe os pássaros. Estude. Tenha planos. Vá até o fim. Tenha paciência. O seu mundo se renova a cada dia.
terça-feira, 15 de dezembro de 2009
O meu tema, de minha vida nesse blog, tem sido quase que exclusivamente a maternidade.
Mudei de cidade, voltei para as minhas origens paraguaias, moro embaixo das asas seguras de minha mãe, mas o que me fez ver tudo com outros sentidos foi o fato de virar mãe. E tem coisa melhor? Acordar com um anjinho te abraçando e te beijando e dizendo: "Mãe, eu adoro dormir com você". Estou aprendendo sobre o amor, o Antônio me mostra como é que pode ser tão gostoso amar e ter de volta o mesmo amor.Coisas que com adultos dificilmente conseguiria. Com minha mãe não é assim, nem com o meu pai, pode ter sido. Será que é a magia de ser criança? Ter os olhos da bondade? Nem nos meus relacionamentos mais ingênuos foi assim...na verdade foi onde aprendi a me tornar "adulta", sofrendo, é assim que a gente saí desse mundo da fantasia, sabendo que na verdade o cara que você gosta nunca vai se apaixonar por você.Já com o meu filho é tão diferente, e este sentimento de ser rejeitada fica lá longe, me sinto amada pela primeira vez. Era o que me faltava, o que me encoraja, sei também que ele vai crescer e pode ser que se afaste de mim, mas agora quero aproveitar cada momento com essa criatura que me faz feliz todos os dias.
Mudei de cidade, voltei para as minhas origens paraguaias, moro embaixo das asas seguras de minha mãe, mas o que me fez ver tudo com outros sentidos foi o fato de virar mãe. E tem coisa melhor? Acordar com um anjinho te abraçando e te beijando e dizendo: "Mãe, eu adoro dormir com você". Estou aprendendo sobre o amor, o Antônio me mostra como é que pode ser tão gostoso amar e ter de volta o mesmo amor.Coisas que com adultos dificilmente conseguiria. Com minha mãe não é assim, nem com o meu pai, pode ter sido. Será que é a magia de ser criança? Ter os olhos da bondade? Nem nos meus relacionamentos mais ingênuos foi assim...na verdade foi onde aprendi a me tornar "adulta", sofrendo, é assim que a gente saí desse mundo da fantasia, sabendo que na verdade o cara que você gosta nunca vai se apaixonar por você.Já com o meu filho é tão diferente, e este sentimento de ser rejeitada fica lá longe, me sinto amada pela primeira vez. Era o que me faltava, o que me encoraja, sei também que ele vai crescer e pode ser que se afaste de mim, mas agora quero aproveitar cada momento com essa criatura que me faz feliz todos os dias.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Iracema
Há mais de dez anos minha família não se reunia. E dessa vez foi por motivo de morte. Os olhos de Iracema nunca mais se abrirão. E toda a rotina da casa mudará. E os gemidos não serão mais escutados, e Antônio vai entrar correndo pela casa e quando for querer ajudar a Dora a dar banho na sua bisavó não entendera porque ela não se encontra mais ali. E a minha mãe continuará fazendo perguntas, se questionado se fez o possível pra mãe dela viver. A tia Vanda desligará sua televisão, procurando algo para fazer, conversando sozinha irá compreender que aquele era o destino da vó.
E eu vou me lembrar das rosquinhas de pinga que ela fazia, da minha infância em Bernardes, dos olhos mais coloridos que já vi, da força dela de querer continuar a viver, enfrentando sua doença e morrendo serenamente como tinha que ser.
E eu vou me lembrar das rosquinhas de pinga que ela fazia, da minha infância em Bernardes, dos olhos mais coloridos que já vi, da força dela de querer continuar a viver, enfrentando sua doença e morrendo serenamente como tinha que ser.
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Infância
Tenho muita vontade de ser criança novamente. De acordar para brincar, andar de bicicleta, andar pelas ruas da cidade sem medo de nada, de chupar picolé de abacate, de me esconder embaixo da cama, comer coisa cor de rosa, dos abraços apertados de meu pai, dos meus cachorros, da minha pequenina Larissa.Ontem fui ver um espetáculo francês que me remeteu a todo esse cenário. Era um homem e a sua bicicleta. Música, luz e sorrisos vibrando por toda a platéia. " Você não vai andar de bicicleta para sempre", dizia a voz que deixava o protagonista agoniado. Era, na verdade, uma metáfora, de que você criança um dia vai ter que abandonar a sua infância para se enveredar na vida adulta. E isso é doloroso, pra mim ainda está sendo. Tudo que faço penso no meu filho, assim, ah, hoje tem um show lá no Parque, legal dá pra levar o Antônio, ou vai ter uma peça infantil, bacana, ele vai adorar. Ou olha só tá chovendo, vamos colocar nossas capas de chuva e sair correndo por aí??
Volto a minha infância com o meu filho. E é tão verdadeiro esse estado que quando volto a minha vida adulta, burguesa, de preocupações financeiras me entedio fácil. Saio da minha aula de manhã pensando em como posso transformar o dia de Antônio.E na verdade , sem querer, estou pensando em como posso transformar a minha vida. Sexo, drogas e rock´n´roll já não tem mais graça. Acordar de manhã e passear com ele, tomar água de coco, e fazer castelinho de areia me traz serenidade. Pode ser até uma forma de se esquivar da realidade, mas ainda estou procurando saber o que quero e o que me faz bem.
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
Tudo novo de novo
E não é que os grandes amores ainda por serem estes nos deixam serenos e com aqueles suspiros que ninguém sabe explicar... estou assim, rindo à toa, achando o mundo divertídissimo, tendo tesão nas minhas coisas do dia-a-dia. Novos rumos, novas tarefas, novos cursos, estou estudando, me preparando para os futuros concursos. Fazendo sínteses em papel pardo, usando as canetinhas do Antônio, me pondo na linha. Não passei naquele, sem problemas. Vamos arregaçar as mangas e tentar novamente. Estou entendendo, preciso comer castanhas! O homem que amo também está ocupadíssimo e isto é ótimo! Nos encontramos no final do dia, lá pelas dez da noite, morrendo de saudade um do outro. Voltei a ler jornal, sem amargura no coração, voltei a ler histórias para o meu filho...voltei a ter saudade dos meus verdadeiros amigos.Minha irmã está aqui e me enche de carinho, minha mãe se abre comigo, e meu pai do jeito dele...preciso ter coragem pra dizer a ele que ainda o amo. Não sei como chegar nesse clímax, preciso me abrir para o perdão. Preciso de poesia, boa pedida pro meu aniversário. Preciso de uma banho de rio. Preciso de fé.
terça-feira, 2 de junho de 2009
Frost/Nixon
Subi na cadeira procurando o cigarro em cima da geladeira. Fazia frio e com a barriga roncando pensei que o melhor seria não fumar. Descobri que sou burguesa, sim, quero sair pra jantar num lugar quentinho. Sem dinheiro, com tudo pago. Sem dinheiro e sem emprego com quase trinta anos na cara. Essa martelada pequeno-burguesa que me consome. Resolvi ter um filho, achando que seria apenas mais uma experiência em minha vida. Não sabia quanto avassaladora era. Descobri que quero me arrumar, passar lápis nos olhos, escovar minha lingua, tudo o que o consumismo pode me fornecer. Descobri que preciso ganhar dinheiro. Descobri que o sonho acabou. E resolvi me isolar. Mas não, o meu sofrimento é egocêntrico demais. Tenho que fingir que está tudo bem, não sou poeta, sou burguesinha que vive embaixo das asas da mamãe. Ele manda recados, sei que está me chamando de idiota, eu não quero ouvir o barulhinho do celular. Acabei com o dia dele. Mas para ser livre é preciso não ter medo, como diziam os franceses.
quinta-feira, 19 de março de 2009
Dance lounge tecno pop rock jazz disco funk'n'roll?



O primeiro integrante fazia parte de um projeto de e-music chamado Every Single Soul, o segundo sempre gostou de jazz, e o terceiro gosta do que rola nas rádios hoje e o que rolou há 60 anos atrás. Léo Copetti, Léo Cavallini e Márcio “Japa” Yoshimoto resolveram se juntar no início de 2008 para ver no que dava essa geléia geral. E daí surge o Deletronica, banda que mistura o que acontece na música eletrônica, com pitadas jazzsísticas e ambientes New Rave.
Mas, além disso, há as canções, sim, as músicas não são só instrumentais.Léo Cavallini mostra pra quê veio nesse mundo. Com uma voz à la Tim Maia, o vocalista ainda se diferencia pelo sax barítono, que surge no meio dos loops de Léo Copetti. E ao fundo, vem a guitarra do Japa, que sem ela não teria muita graça.
“A banda surgiu com o intuito de renovar o antigo projeto ESS, então a Deletronica se originou a partir do fim ou do tempo que eu dei no ESS”, explica Copetti.
O convite partiu de Copetti, Léo Cavallini já o conhecia das antigas, e um dia resolveram se juntar. “A gente trocou uma idéia aí eu apareci na casa do Copetti, levei sax, flauta, trompete, e acabou rolando um som e veio disso (...) daí dei um toque no Japa pra ver se ele estava a fim de tocar, e ele começou a ensaiar com a gente”, relembra Cavallini.
Japa também recorda que o trio ficou “hibernado” na casa do Léo durante uma semana tirando as músicas. Sobre o gênero musical os três concordam que existe uma nuance de estilos, não dá pra definir que o som seja somente música eletrônica. “O Deletronica não é essencialmente música eletrônica, eu acho que é a mistura que fica legal, porque no final das contas a gente está fazendo canções”, argumenta Cavallini. Para Copetti seria um estilo eletrônico, mas não de pista, nas próprias palavras de seu fundador, seria “um dance lounge tecno pop rock jazz disco funk´n roll”.
Ares de outono, strangers on love, Cadê você, a dança, procession, murmúrios entre outras composições da banda vêm se encaixar nessa contemporaneidade que a mesma dissemina. A grande intervenção dessas novas bandas que estão surgindo na Capital, como Dimitri Pellz, Curimba, Haicais, Louva Dub, estas que não se preocupam em apenas reproduzir o que já existe, batem de frente com a questão comercial.
“É mais difícil porque o pessoal precisa de bandas covers, o pessoal não quer valorizar uma cena local, fica difícil então ter espaço. Rola fechar uma temporada, um dia, uma data ou outra, mas não dá pra se sustentar direito”, afirma Copetti.
Mas Japa concorda em partes dizendo que o Deletronica teve sim os seus momentos gloriosos, como a apresentação no Festival América do Sul, no ano passado e também comenta sobre a importância do próximo Som da Concha, que vai acontecer agora dia 22 de março, onde será a atração principal. “O Deletronica teve bastante oportunidades desde que se formou, no Festival América do Sul foi onde a gente fez o segundo show, tocamos no Lôla e agora estamos nos preparando para o show lá no Parque das Nações, que será bem bacana também”.
A banda está aguardando o resultado do FIC (Fundo de Investimento Cultural) que sairá no mês de abril, se for classificada a investida será na gravação do primeiro cd. Enquanto fica na expectativa , o trio continua divulgando suas músicas através do My Space ( www.myspace.com/deletronica) e procurando novos lugares para tocar.
Para quem não conhece, fica o convite, dia 22 de março, à partir das 17 horas, com a banda Mariachi abrindo, show do Deletronica no Som da Concha, no Parque das Nações Indígenas.
Fotos-crédito: Bolívar PORTO
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