Descobri que Kerouac é inconstante (como eu).
Que tequila boa não dá ressaca.
Que entender o algoz às vezes cura.
Que odeio os passarinhos que cantam no fim da noite.
Que vou começar a ler James Joyce
Que a chácara será meu esconderijo do mundo.
Que Drummond me faz ter esperança.
Que eu nao "noivei".
Que preciso de amigos.
Que a véspera do dia das crianças é realmente coisa do capeta.
Que me vou tranquilamente na minha perdição.
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sábado, 13 de outubro de 2012
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Mude
Mude:
Acorde com vontade de sair da cama,
mas antes durma sem tomar lexotan.
Coma torradas com geléia,
e um bom café preto pra animar.
Pinte o gato da tarefa do seu filho sem branquinhos,
só pelo fato dele adorar a sua pintura.
Se encoraja, vá para a biblioteca.
Todos os dias da semana.
Leia com atenção.
Por mais que seja uma matéria super chata como "Licitações".
Não fique olhando para o celular esperando uma mensagem.
Ninguém realmente lembra da sua existência.
Só você.
Então se é apenas você, se cuide.
Não omita verdades.
Por mais que doa.
Vá fazer algum exercício: natação, musculação, yoga.
Apenas para se sentir bonita.
E dizem....oxigenar o cérebro.
De vez em quando passe um batom vermelho,
lápis preto nos olhos, flor no cabelo.
Aparentemente você vai parecer estar bem.
Não, nunca mais, fique idealizando uma situação.
Porque a ansiedade estraga tudo.
Faça sua comida,
cuide de sua morada.
Leia os beatniks, escute Beatles, Stones, Velvet, Bowie, para animar.
Escute "Blues e Derivados" na 104.7 todo sábado e dance na sala.
Tome mojitos.
Pegue vários filmes na M&B antes que a locadora feche de vez.
Em dias de poesia, vá até a Orla Morena, acompanhada de um vinho.
Veja uma vez por ano o sol nascer (sem estar chegando da balada).
Faça mais piquiniques.
Tenha calma.
Paciência.
Tudo vai passar.
Acenda uma vela.
Ore, por mais que você não saiba o significado desse ato.
Acorde com vontade de sair da cama,
mas antes durma sem tomar lexotan.
Coma torradas com geléia,
e um bom café preto pra animar.
Pinte o gato da tarefa do seu filho sem branquinhos,
só pelo fato dele adorar a sua pintura.
Se encoraja, vá para a biblioteca.
Todos os dias da semana.
Leia com atenção.
Por mais que seja uma matéria super chata como "Licitações".
Não fique olhando para o celular esperando uma mensagem.
Ninguém realmente lembra da sua existência.
Só você.
Então se é apenas você, se cuide.
Não omita verdades.
Por mais que doa.
Vá fazer algum exercício: natação, musculação, yoga.
Apenas para se sentir bonita.
E dizem....oxigenar o cérebro.
De vez em quando passe um batom vermelho,
lápis preto nos olhos, flor no cabelo.
Aparentemente você vai parecer estar bem.
Não, nunca mais, fique idealizando uma situação.
Porque a ansiedade estraga tudo.
Faça sua comida,
cuide de sua morada.
Leia os beatniks, escute Beatles, Stones, Velvet, Bowie, para animar.
Escute "Blues e Derivados" na 104.7 todo sábado e dance na sala.
Tome mojitos.
Pegue vários filmes na M&B antes que a locadora feche de vez.
Em dias de poesia, vá até a Orla Morena, acompanhada de um vinho.
Veja uma vez por ano o sol nascer (sem estar chegando da balada).
Faça mais piquiniques.
Tenha calma.
Paciência.
Tudo vai passar.
Acenda uma vela.
Ore, por mais que você não saiba o significado desse ato.
domingo, 7 de outubro de 2012
destino
"Eu tenho que aceitar o que o destino reservou pra mim", disse o meu filho de apenas 06 anos, numa dessas conversas que você explica as razões do fim de um relacionamento.
Crianças....ele me fez pensar no meu destino.
Eu não estava o aceitando.
Só agora começo a entender e encarar o que foi traçado, o meu destino foi ter o Antônio.
E foi através do meu ventre que me fiz gente.
Cuidei de mim pra poder cuidar dele.
E continuei errando, e vai ser assim por toda a vida...até quando ele se tornar um adulto e eu uma velhinha.
São os percalços.
O sofrimento me deixa mais forte.
Vou renovando as minhas perspectivas.
E é como um sorriso bom de ser ouvido.
Quando acordo tenho um dia para vencer.
Tenho as asas da minha mãe que me protegem.
E sou filha e mãe.
Quero dar os primeiros passos para me enfrentar.
A luta não é contra ninguém.
Não tenho ódio e nem me arrependo.
Vivi o que tinha de ser.
E aceito o que vier.
Crianças....ele me fez pensar no meu destino.
Eu não estava o aceitando.
Só agora começo a entender e encarar o que foi traçado, o meu destino foi ter o Antônio.
E foi através do meu ventre que me fiz gente.
Cuidei de mim pra poder cuidar dele.
E continuei errando, e vai ser assim por toda a vida...até quando ele se tornar um adulto e eu uma velhinha.
São os percalços.
O sofrimento me deixa mais forte.
Vou renovando as minhas perspectivas.
E é como um sorriso bom de ser ouvido.
Quando acordo tenho um dia para vencer.
Tenho as asas da minha mãe que me protegem.
E sou filha e mãe.
Quero dar os primeiros passos para me enfrentar.
A luta não é contra ninguém.
Não tenho ódio e nem me arrependo.
Vivi o que tinha de ser.
E aceito o que vier.
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
A mulher ideal
Ficava pensando no tipo de mulher que nunca foi.
E quantas mulheres desse tipo ele teria que encontrar?
Qual seria a sua mulher ideal?
Estava lendo o caderno de gastronomia da Folha de São Paulo e pensou que certamente seria uma mulher que gostasse de cozinhar ( porque a 1ª pessoa aqui sempre foi um desastre na cozinha).
Depois matutou e chegou a conclusão que ele gostaria de uma mina que entendesse tudo de futebol ( afinal de contas ele já tinha ficado com esse tipo de garota, e a 1ª pessoa aqui dorme quando assiste jogos de futebol).
Veio então a imagem de uma pessoa totalmente espiritualizada, zen, uma professora de yoga talvez?? ( a 1ª pessoa aqui também não deu muito certo nesse lado, ainda tenta...quem sabe um dia!)
Uma mulher independente, que usa salto, sutiã com ferrinho, impecável, moletom...nem pra malhar!! Decidida, objetiva, confiante ( será que existe??)
Uma bióloga que entendesse tudo de pássaros e estivesse tentando salvar as araras-azuis, e que tenha aquela bota especial que dá pra pisar no barro e que não temesse a natureza ( a 1ª pessoa aqui ficava meio neurótica no meio do mato, qualquer barulho lhe afligia)
Ah, lógico, uma DJ gata com tatuagens nas coxas..... com aquele ar de francesa ( eu tentei ter esse ar de francesa amarrando um lenço na cabeça e fiquei com cara de escrava Isaura!!)
E óbvio, uma cantora, gatinha de 20 e poucos anos, inocente, sem o passado negro, sem histórias de boêmia, que odiasse Bukowiski ( não preciso dizer nada, né?)
Pois eu sou o oposto de todas essas mulheres que vão fazê-lo feliz.
Tentei.
Perdi a aposta.
Me lanço outra vez.
E quantas mulheres desse tipo ele teria que encontrar?
Qual seria a sua mulher ideal?
Estava lendo o caderno de gastronomia da Folha de São Paulo e pensou que certamente seria uma mulher que gostasse de cozinhar ( porque a 1ª pessoa aqui sempre foi um desastre na cozinha).
Depois matutou e chegou a conclusão que ele gostaria de uma mina que entendesse tudo de futebol ( afinal de contas ele já tinha ficado com esse tipo de garota, e a 1ª pessoa aqui dorme quando assiste jogos de futebol).
Veio então a imagem de uma pessoa totalmente espiritualizada, zen, uma professora de yoga talvez?? ( a 1ª pessoa aqui também não deu muito certo nesse lado, ainda tenta...quem sabe um dia!)
Uma mulher independente, que usa salto, sutiã com ferrinho, impecável, moletom...nem pra malhar!! Decidida, objetiva, confiante ( será que existe??)
Uma bióloga que entendesse tudo de pássaros e estivesse tentando salvar as araras-azuis, e que tenha aquela bota especial que dá pra pisar no barro e que não temesse a natureza ( a 1ª pessoa aqui ficava meio neurótica no meio do mato, qualquer barulho lhe afligia)
Ah, lógico, uma DJ gata com tatuagens nas coxas..... com aquele ar de francesa ( eu tentei ter esse ar de francesa amarrando um lenço na cabeça e fiquei com cara de escrava Isaura!!)
E óbvio, uma cantora, gatinha de 20 e poucos anos, inocente, sem o passado negro, sem histórias de boêmia, que odiasse Bukowiski ( não preciso dizer nada, né?)
Pois eu sou o oposto de todas essas mulheres que vão fazê-lo feliz.
Tentei.
Perdi a aposta.
Me lanço outra vez.
domingo, 30 de setembro de 2012
Domingo e os aromas do strogonoff de Dona Irma
Estava de gravata ainda.
Tirou o sutiã.
Pegou a vassoura.
Colocou Beatles.
E começou a faxina.
Organizar para desorganizar.
Assim começava o seu domingo.
Fez um lista de regras junto com o filho.
Ditou coisas que deveriam ser interferidas.
Ele escreveu a lista.
E fez uma pra sua mãe também.
Com 14 regras que devo seguir.
Que vão organizar a minha rotina.
Como por exemplo fazer brócolis pra ele.
E voltar para o pilates.
Comer três frutas por dia.
E me fez escrever repetitivamente: Estudar! Estudar! Estudar!
Eu sou uma mãe meio anárquica talvez.
E gosto de ser assim.
Se eu sei o que é melhor pra ele,
por que ele não pode saber o que é melhor pra mim ?
Ainda durmo na cama em formato de carro.
Sou tão criança em algumas ocasiões.
Mas isso vai mudar.....
Minha cama nova já está me esperando!
A Frida me olha fixamente.
Espera essa mudança.
Sabe que sou forte como ela.
Pelo simples fato de ser mulher.
E por mais que os homens escondam esse fato,
são as mulheres que fazem esse mundo melhor!
Pode ser meu puro feminismo .
Que quer esbravejar aos quatro cantos;
Porém, o que vejo é nítido,
não está na teoria,
é no dia-a-dia mesmo
é uma mulher guerreira que me mostra tudo isso.
Essa super Dona Irma,
que é minha heroína,
e todos me comparam com ela.
Se um dia eu conseguir....
chegar aos seus pés,
possuir essa integridade,
honestidade,
força,
fé,
sei que vou
lhe arrancar
o mais sincero sorriso.
(tão esperado por mim)
Tirou o sutiã.
Pegou a vassoura.
Colocou Beatles.
E começou a faxina.
Organizar para desorganizar.
Assim começava o seu domingo.
Fez um lista de regras junto com o filho.
Ditou coisas que deveriam ser interferidas.
Ele escreveu a lista.
E fez uma pra sua mãe também.
Com 14 regras que devo seguir.
Que vão organizar a minha rotina.
Como por exemplo fazer brócolis pra ele.
E voltar para o pilates.
Comer três frutas por dia.
E me fez escrever repetitivamente: Estudar! Estudar! Estudar!
Eu sou uma mãe meio anárquica talvez.
E gosto de ser assim.
Se eu sei o que é melhor pra ele,
por que ele não pode saber o que é melhor pra mim ?
Ainda durmo na cama em formato de carro.
Sou tão criança em algumas ocasiões.
Mas isso vai mudar.....
Minha cama nova já está me esperando!
A Frida me olha fixamente.
Espera essa mudança.
Sabe que sou forte como ela.
Pelo simples fato de ser mulher.
E por mais que os homens escondam esse fato,
são as mulheres que fazem esse mundo melhor!
Pode ser meu puro feminismo .
Que quer esbravejar aos quatro cantos;
Porém, o que vejo é nítido,
não está na teoria,
é no dia-a-dia mesmo
é uma mulher guerreira que me mostra tudo isso.
Essa super Dona Irma,
que é minha heroína,
e todos me comparam com ela.
Se um dia eu conseguir....
chegar aos seus pés,
possuir essa integridade,
honestidade,
força,
fé,
sei que vou
lhe arrancar
o mais sincero sorriso.
(tão esperado por mim)
domingo, 23 de setembro de 2012
Já era tempo....
Ficou uma semana na fossa.
Começou a terapia.
Alinhou os chacras.
Assistiu 6 filmes.
Chorou muito.
Se sentiu a pior das cadelas.
Culpou-se intensamente.
Não encheu a cara.
Passou batom vermelho.
Colheu amoras.
Levou os livros para a casa nova.
Ouviu os passos da mãe.
Cantou para o filho dormir.
Sentiu saudade.
E vontade.
Está sozinha.
Aprendendo na marra.
O seu propósito nessa vida.
Amanhã é segunda.
Vai recomeçar.
Já sabe.
Abriu uma nova janelinha na sua alma.
O pavão anuncia: Acorda! Já é hora!
Começou a terapia.
Alinhou os chacras.
Assistiu 6 filmes.
Chorou muito.
Se sentiu a pior das cadelas.
Culpou-se intensamente.
Não encheu a cara.
Passou batom vermelho.
Colheu amoras.
Levou os livros para a casa nova.
Ouviu os passos da mãe.
Cantou para o filho dormir.
Sentiu saudade.
E vontade.
Está sozinha.
Aprendendo na marra.
O seu propósito nessa vida.
Amanhã é segunda.
Vai recomeçar.
Já sabe.
Abriu uma nova janelinha na sua alma.
O pavão anuncia: Acorda! Já é hora!
sábado, 22 de setembro de 2012
Clara decide viver
Ele disse: pra você ficar bem precisa dançar, abraçar e beijar.
Clara saiu dali aliviada, a busca pelo seu ser em todos esses anos fora tão pesada e agora seria simples.
Gostava de dançar, aliás essa característica a fez conhecer muitas pessoas. Quando tinha uns 20 e poucos anos jogava o cabelão na frente do rosto, fechava os olhos, e sentia o baixo do blues gemendo em seu corpo, técnica ensinada por uma colega da classe de ciências sociais.
O blues, o rock´n´roll, o rum com coca-cola, eram objetos essenciais para as suas noites de farra. E era feliz. Extremamente feliz.
Depois veio a música eletrônica. No começo achava estranho aquelas pessoas que dançavam a noite inteira sem se cansar.
Preferiria observar, não sabia fazer os passos, sentia falta do rock....ou algo assim.
Demorou até se soltar, até entender o que fazia as pessoas se reunirem no meio do mato, e eram como irmãos, todos se amavam de uma só vez, em um único dia. De repente, chegou ao nascer do sol e dançou, dançou, fechava os olhos, sentia a brisa do amanhecer, sorria, seu coração sorria para todos, e descobriu o abraço fraterno de que tanto precisava há tanto tempo.
O que seria esse tal de "beijar", indagava-se. Lembra do primeiro beijo, todos a olhavam, as amigas estavam na maior expectativa, mais do que a própria Clara. Veio a imagem de um beijo tão inesquecível, estava no Stones, tocava Janis Joplin cover, com os olhos fechados sentiu alguém lhe beijar....alguém lhe roubou um beijo, não queria abrir os olhos, queria que continuasse o mistério, depois esse alguém foi um dos grandes amantes de Clara.
Pensou naquele frio na barriga que vem antes do beijo, sensação tão boa, e também dos afagos, do amanhecer, dos beijos escondidos....
Sairia para dançar, estava resolvido.
Abraçaria todos os amigos que encontrasse pela frente, um abraço bem dado, forte, de estalar coluna.
Iria nas festas de casamento, em raves, em bares que tocassem blues, em rodas de samba, quer ouvir no rádio "blues e derivados" só para ir treinando.
E beijar pensou, depois de tantos anos, é sim, pode parecer careta, mas sente agora que é algo tão íntimo, não tem necessidade de compartilhar com qualquer um ( esse desejo intenso de que todas as adolescentes solteiras passam, "tenho que beijar essa noite", não fazia mais sentido para Clara).
O que fazia sentido então? Beijar pai e mãe, há uns 10 anos não os beijava de maneira convincente. E tambem não os abraçava. Tem até medo de como vai fazer isso...já que é uma adulta.
E o outro tipo de beijo, o que vem do desejo, desse mal estar do estômago, não se sabe, se valer à pena, por quê não?
Clara pode até estar enganada. Mas vai tentar, outra vez, de qualquer forma ela decidiu viver.
Clara saiu dali aliviada, a busca pelo seu ser em todos esses anos fora tão pesada e agora seria simples.
Gostava de dançar, aliás essa característica a fez conhecer muitas pessoas. Quando tinha uns 20 e poucos anos jogava o cabelão na frente do rosto, fechava os olhos, e sentia o baixo do blues gemendo em seu corpo, técnica ensinada por uma colega da classe de ciências sociais.
O blues, o rock´n´roll, o rum com coca-cola, eram objetos essenciais para as suas noites de farra. E era feliz. Extremamente feliz.
Depois veio a música eletrônica. No começo achava estranho aquelas pessoas que dançavam a noite inteira sem se cansar.
Preferiria observar, não sabia fazer os passos, sentia falta do rock....ou algo assim.
Demorou até se soltar, até entender o que fazia as pessoas se reunirem no meio do mato, e eram como irmãos, todos se amavam de uma só vez, em um único dia. De repente, chegou ao nascer do sol e dançou, dançou, fechava os olhos, sentia a brisa do amanhecer, sorria, seu coração sorria para todos, e descobriu o abraço fraterno de que tanto precisava há tanto tempo.
O que seria esse tal de "beijar", indagava-se. Lembra do primeiro beijo, todos a olhavam, as amigas estavam na maior expectativa, mais do que a própria Clara. Veio a imagem de um beijo tão inesquecível, estava no Stones, tocava Janis Joplin cover, com os olhos fechados sentiu alguém lhe beijar....alguém lhe roubou um beijo, não queria abrir os olhos, queria que continuasse o mistério, depois esse alguém foi um dos grandes amantes de Clara.
Pensou naquele frio na barriga que vem antes do beijo, sensação tão boa, e também dos afagos, do amanhecer, dos beijos escondidos....
Sairia para dançar, estava resolvido.
Abraçaria todos os amigos que encontrasse pela frente, um abraço bem dado, forte, de estalar coluna.
Iria nas festas de casamento, em raves, em bares que tocassem blues, em rodas de samba, quer ouvir no rádio "blues e derivados" só para ir treinando.
E beijar pensou, depois de tantos anos, é sim, pode parecer careta, mas sente agora que é algo tão íntimo, não tem necessidade de compartilhar com qualquer um ( esse desejo intenso de que todas as adolescentes solteiras passam, "tenho que beijar essa noite", não fazia mais sentido para Clara).
O que fazia sentido então? Beijar pai e mãe, há uns 10 anos não os beijava de maneira convincente. E tambem não os abraçava. Tem até medo de como vai fazer isso...já que é uma adulta.
E o outro tipo de beijo, o que vem do desejo, desse mal estar do estômago, não se sabe, se valer à pena, por quê não?
Clara pode até estar enganada. Mas vai tentar, outra vez, de qualquer forma ela decidiu viver.
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