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sexta-feira, 10 de maio de 2013
Comissão da Verdade ?
Eu me lembro de ter lido em algum site de notícias que o Ministério Público Federal estava oferecendo denúncia contra os militares da década de 60/70 , responsáveis pelo desaparecimento de vários militantes de esquerda, até hoje não encontrados, a tese era que se tratava de crime continuado.
Achei brilhante tal postura....pensei com os meus botões, a justiça tarda, mas não falha!
Posteriormente, fiquei sabendo da Comisssão da Verdade implantada e idealizada pela nossa Presidenta, apesar de não ir muito com a cara dela, fiquei feliz pela iniciativa, embora não entendesse muito bem pra quê investigar crimes bárbaros do passado se não vai haver punição.
E hoje e sempre essa história do regime militar sempre bate a minha porta.
Estou acompanhando os depoimentos dos milicos, que agora negam tudo, nunca ocorreu mortes, nem estupros, nem torturas....aliás o lado negro da coisa é a esquerda, TERRORISTA, comedora de criancinhas, os vermelhos impiedodos!!
Aí vem esse Ustra querendo dar uma de bom santo....e fico lendo abismada os comentários dos leitores, apoiando o regime militar, aplaudindo de pé, como se eles fossem os heróis.
Fico besta de viver num país sem memória.....e pior, de acreditar que nós, de esquerda, somos todos gatos do mesmo balaio. Por exemplo:
- Se você é de esquerda automaticamente é a favor do PT, dos mensaleiros, do Lula, da Dilma.
- Se você é des esquerda, apoia o Fidel, o Chávez...
Bicho, eu sou de esquerda, mas não faço parte dessa patota.
Ou será que pertenço a qual nomenclatura partidária?
Enfim, sou da esquerda que tem sede de justiça; não adianta vir com essa história de "Comissão da Verdade" se não há consequências, punição, cadeia, xadrez.
O 1968 cravado no meu antebraço faz sentido: os Procuradores da República conseguiram dar o pulo do gato, ó a lógica da coisa, as investigações se fixa no tipo penal de desaparecimento forçado, previsto no direito internacional como crime contra a humanidade, considerado permanente e sem prescrição (quando o acusado não pode mais ser punido). Crimes de tortura, homicídio e ocultação de cadáver tiveram, em muitos casos, origem no desaparecimento forçado. Para o MPF, esses crimes não podem ser contemplados pela Lei da Anistia, mesmo após decisão de 2010 do Supremo Tribunal Federal que confirmou a validade da lei, que prevê que tanto crimes cometidos por civis quanto por agentes do Estado durante a ditadura não podem ser punidos.
Além disso, o MPF diz que, no caso de desaparecimentos ainda não esclarecidos, o crime continua até os dias atuais, enquanto a Lei da Anistia assegurou a não punição apenas para os crimes cometidos durante o regime militar.
Sim....faço parte dessa esquerda aí. Talvez o meu futuro esteja assegurado nesse ideal, talvez os meus heróis são esses "juristas partdários do PT", como concluem os conservadores.
Finalizo com Cazuza, meu herói marginal predileto dos últimos tempos: "Vamos pedir piedade, senhor piedade, para essa gente careta e covarde!"
quinta-feira, 2 de maio de 2013
"Mentiras sinceras me interessam"
Ontem, devido ao feriadão, estava na chácara assim "numa relax, numa tranquila, numa boa". Acordei cedinho com os gritos do Antônio do lado de fora brincando com o seu amigo Pança.
Logo após o café, fui procurar o que fazer, e como o Toninho tá numa fase super independente, eu não preciso ficar correndo atrás (bem diferente do meu irmão, que fica 24 horas na cola do Heitor), peguei um livro pra ler, queria algo light por assim dizer, aí escolhi "Só as mães são felizes", de Lucinha Araújo, a mãe do Cazuza.
Deitei na rede e simplesmente não vi as horas passarem.
O primeiro capítulo fala justamente da morte do Cazuza, de todo o sofrimento dela, da mãe tendo que cuidar do filho nas últimas, definhando, de como o Cazuza ainda tinha bom humor pra lhe dar com aquela situação, e a esperança de que ia viver muitos anos.
Foi em 1990, a AIDS era uma doença pouco estudada, não tinha os coquetéis de remédios que tem hoje, Cazuza descobriu que estava infectado em 1987, já em 85 tinha uns febrões, desconfiava que estava doente mas o primeiro exame deu negativo.
Continuou com a sua vida rebelde, Cazuza soube viver, não deixou de lutar, e assumiu publicamente que era portador da doença em pleno anos 80.
A Veja, pra variar, colocou ele na capa e fez uma reportagem super sensacionalista, sentenciou a sua morte , e disse em letras garrafais que por causa da doença sexualmente transmissível, Cazuza estava agonizando em praça pública.
As 400 páginas foram devoradas em menos de 24 horas, fiquei com vontade de conhecer Cazuza, de ser sua melhor amiga, de ter vivido no Rio nos anos 80.
Bom, não consigo parar de pensar na vida dele.
Sua mãe, Lucinha, após 3 meses da morte do filho, começou a ajudar um Hospital do Rio que tinha o maior número de pacientes portadores do HIV, e posteriormente fundou a Socidade Viva Cazuza.
Ela que nunca mais queria tocar no assunto relacionado a doença, há mais de 20 anos administra essa casa que apoia e ajuda a tratar os soropositivos.
Acho que mais ou menos um mês atrás comprei o primeiro álbum do Barão Vermelho, escutei repetidas vezes....ficava pensando: Esse Cazuza sabia o que tava fazendo!
Ele não sabia não....demorou um pouco pra entender esse lado artista, nunca tinha cantado em banda nenhuma, ficou surpreso com o sucesso !
Morreu aos 32 anos, idade que faço em agosto.
Só agora estou começando a amadurecer e passo a entender melhor a minha vida.
"O tempo não para..."
http://www.vivacazuza.org.br/
sábado, 6 de abril de 2013
Eu sou assim
Um coletivo se consolida com a união das pessoas.
Eu, mais uma vez, cheguei a pensar que um novo mundo era possível.
Era como estar novamente no Fórum Social Mundial.
Ou voltar as minhas manhãs de sábado fazendo os programas da Rádio Muda da Unicamp.
Ainda me fez lembrar da época de ciências sociais, onde invadíamos a reitoria.
Os panelaços na Puc-Campinas; os congressos estudantis; a reunião das feministas.
Como nasci em 1980, idolatrava os anos 60, é o mesmo insite do Woddy Allen quando fez " Meia-noite em Paris".
Li muitos livros que relatavam os anos de chumbo no Brasil.
Filmes, séries de TV, músicas politizadas, sempre pertenci a esse período.
Me arrepia até hoje ver as imagens em preto e branco dos estudantes fugindo da cavalaria.
A contracultura foi como um soco no estômago: o mundo não era tão óbvio assim.
Eu não era uma Barbie que acabou de sair da fábrica.
Fico pensando.....como as pessoas ainda são tão conservadoras?
Essa semana foi publicado um Provimento regularizando o casamento civil homoafetivo no Estado, foi feita uma enquete num site de notícias, e quase 70% da população é contra essa nova concepção de igualdade.
Em que mundo eu estou??? Em que década? Em que século?
Aí, continuando nessa história de luta, me enveredei pela questão indígena.
Comecei a fazer parte de um Coletivo que no início tinha 50 pessoas. Fizemos passeatas que duravam o dia inteiro, também havia reuniões toda a semana, era lindo de se ver.
Lá estava eu de volta pro mundo real.
Participando, sendo cidadã pra valer!
Atuando no Estado Democrático de Direito.
Fomos ouvidos, sim conseguimos fazer com que a população abrisse os olhos, por um instante foi divulgado para o mundo a situação dos guarani-kaiowá da nossa região, a miséria dos nossos irmão, a violência física e psicológica que eles enfrentavam no seu cotidiano.
Essa semana também aconteceu a abertura da exposição com 20 quadros dos artistas que pintaram durante a manifestação de novembro, a mostra vai durar até o final de abril.
O Coletivo fez uma programação extensa com atrações artísticas durante o decorrer do mês.
Fiquei com um vazio no peito, pensando....será a ultima batalha do Coletivo?
Eu não vou mais em todas as reuniões.
Talvez por estar tão corrida, de tudo o que me consome, trabalho, filho, casamento, não consigo ser mais aquela idealista, romântica, apesar de ainda estar tão vivo em mim esse lado revolucionário.
Não quero olhar para trás e pensar que desisti.
E ser como a maioria: viver a pão e circo.
O negócio é fazer as pessoas se juntarem de novo.
Acreditar além do óbvio.
Eu não sei....
Caras como Feliciano me faz desacreditar, perder a fé.
Absurdos que acontecem e todos fingem que está tudo bem.
Dona Dilma, a ex-guerrilheira, mandando a Força Nacional exterminar o povo Munduruku.
Manifestantes no Rio indo pra cadeia só porque estão exercendo o direito da liberdade de expressão.
Homossexuais agredidos por amar livremente.
Como diz a minha irmã: Pare o mundo, eu quero descer!
Mas vou seguindo o meu caminho....acreditando.
"Quem quiser gostar de mim eu sou assim"
Eu, mais uma vez, cheguei a pensar que um novo mundo era possível.
Era como estar novamente no Fórum Social Mundial.
Ou voltar as minhas manhãs de sábado fazendo os programas da Rádio Muda da Unicamp.
Ainda me fez lembrar da época de ciências sociais, onde invadíamos a reitoria.
Os panelaços na Puc-Campinas; os congressos estudantis; a reunião das feministas.
Como nasci em 1980, idolatrava os anos 60, é o mesmo insite do Woddy Allen quando fez " Meia-noite em Paris".
Li muitos livros que relatavam os anos de chumbo no Brasil.
Filmes, séries de TV, músicas politizadas, sempre pertenci a esse período.
Me arrepia até hoje ver as imagens em preto e branco dos estudantes fugindo da cavalaria.
A contracultura foi como um soco no estômago: o mundo não era tão óbvio assim.
Eu não era uma Barbie que acabou de sair da fábrica.
Fico pensando.....como as pessoas ainda são tão conservadoras?
Essa semana foi publicado um Provimento regularizando o casamento civil homoafetivo no Estado, foi feita uma enquete num site de notícias, e quase 70% da população é contra essa nova concepção de igualdade.
Em que mundo eu estou??? Em que década? Em que século?
Aí, continuando nessa história de luta, me enveredei pela questão indígena.
Comecei a fazer parte de um Coletivo que no início tinha 50 pessoas. Fizemos passeatas que duravam o dia inteiro, também havia reuniões toda a semana, era lindo de se ver.
Lá estava eu de volta pro mundo real.
Participando, sendo cidadã pra valer!
Atuando no Estado Democrático de Direito.
Fomos ouvidos, sim conseguimos fazer com que a população abrisse os olhos, por um instante foi divulgado para o mundo a situação dos guarani-kaiowá da nossa região, a miséria dos nossos irmão, a violência física e psicológica que eles enfrentavam no seu cotidiano.
Essa semana também aconteceu a abertura da exposição com 20 quadros dos artistas que pintaram durante a manifestação de novembro, a mostra vai durar até o final de abril.
O Coletivo fez uma programação extensa com atrações artísticas durante o decorrer do mês.
Fiquei com um vazio no peito, pensando....será a ultima batalha do Coletivo?
Eu não vou mais em todas as reuniões.
Talvez por estar tão corrida, de tudo o que me consome, trabalho, filho, casamento, não consigo ser mais aquela idealista, romântica, apesar de ainda estar tão vivo em mim esse lado revolucionário.
Não quero olhar para trás e pensar que desisti.
E ser como a maioria: viver a pão e circo.
O negócio é fazer as pessoas se juntarem de novo.
Acreditar além do óbvio.
Eu não sei....
Caras como Feliciano me faz desacreditar, perder a fé.
Absurdos que acontecem e todos fingem que está tudo bem.
Dona Dilma, a ex-guerrilheira, mandando a Força Nacional exterminar o povo Munduruku.
Manifestantes no Rio indo pra cadeia só porque estão exercendo o direito da liberdade de expressão.
Homossexuais agredidos por amar livremente.
Como diz a minha irmã: Pare o mundo, eu quero descer!
Mas vou seguindo o meu caminho....acreditando.
"Quem quiser gostar de mim eu sou assim"
domingo, 31 de março de 2013
3 vinhos na bagagem
20 filmes no HD
1 mês e 2 dois dias pra chegar
450 Km a percorrer
28 álbuns pra sair cantarolando
7 amigos a tiracolo
O rio Paraguay.....e suas nuances,
Corumbá e seus desenganos,
entardecer degustando "Paceña"
fumando singelamente,
nas entrelinhas do ser.
É a liberdade infinita,
de sair por aí,
e ter braços pra se acomodar,
diversão garantida,
de papos despretensiosos.
gargalhadas sobrepostas.
Um brinde:
20 filmes no HD
1 mês e 2 dois dias pra chegar
450 Km a percorrer
28 álbuns pra sair cantarolando
7 amigos a tiracolo
O rio Paraguay.....e suas nuances,
Corumbá e seus desenganos,
entardecer degustando "Paceña"
fumando singelamente,
nas entrelinhas do ser.
É a liberdade infinita,
de sair por aí,
e ter braços pra se acomodar,
diversão garantida,
de papos despretensiosos.
gargalhadas sobrepostas.
Um brinde:
sexta-feira, 8 de março de 2013
Mulheres
" A cada mil lágrimas saí um milagre"....canta Alzira.
Penso então nas mulheres violentadas, e pior, pelos seus maridos.
Ou mesmo nas mulheres espancadas pelos seus filhos.
Eu sou mulher feita de 31 anos e já sofri na pele um tipo de violência apenas porque tenho "perereca".
Tinha apenas 19 anos.
Reencontrei o algoz depois de 10 anos e joguei na cara dele o meu trauma daquela noite, ele simplesmente não lembrava.
Fácil e cômodo para os homens esquecer o que eles tem de pior.
Fiquei um bom tempo sem querer me relacionar, depois fiz muitas besteiras, encontrei novos algozes, e foi nesse momento que comecei a ler Simone de Beauvoir.
Ela foi a minha salvação, comecei a entender porquê me sentia daquele jeito.
Eu sou feminista mesmo!
Não topo limpar a casa sozinha, não topo ser sustentada, não quero ficar com alguém só por medo da solidão, não me vejo como uma bunda apetitosa, e renego o rótulo de Barbie.
Quando era criança cortava o cabelo da Barbie bem curtinho, jogava tinta guache, ela era a minha Barbie punk.
Quando eu era criança via a minha mãe todos os dias ir trabalhar, depois voltava pra casa e dava conta de 3 filhos, a minha mãe é o meu templo, sem ela não sou ninguém, me espelho nela, sempre vai ser assim.
Ensino o Antônio a não ser machista, quando ele tinha 3 anos ganhou uma pia de presente para aprender lavar a louça, já o levei na "Marcha das Vadias", e hoje ele foi comigo no Ministério Público ver uma palestra sobre violência doméstica.
O meu mundo é esse.....os meus dois trabalhos de conclusão de curso ( no jornalismo e no direito) foram ligados ao feminismo, eu gosto de ter nascido mulher, acho que a nossa luta vale a pena, e não pode parar!
Tem muita coisa torta por aí.......tem muito homem que se acha o rei da cocada preta e não aceita perder a mulher, aí prefere acabar com ela, pra ela não ser de mais ninguém.
Ainda há a questão da tripla jornada de trabalho: a mulher cuida da casa, trabalha e muitas vezes só porque está casada tem que se submeter ao apetite sexual do marido, sem realmente estar com vontade.
Eu não vou enumerar todas as desigualdades que infelizmente ainda existe nesse mundo, tenho que ir pro trabalho, mas acho que vocês já entenderam a mensagem.
Penso então nas mulheres violentadas, e pior, pelos seus maridos.
Ou mesmo nas mulheres espancadas pelos seus filhos.
Eu sou mulher feita de 31 anos e já sofri na pele um tipo de violência apenas porque tenho "perereca".
Tinha apenas 19 anos.
Reencontrei o algoz depois de 10 anos e joguei na cara dele o meu trauma daquela noite, ele simplesmente não lembrava.
Fácil e cômodo para os homens esquecer o que eles tem de pior.
Fiquei um bom tempo sem querer me relacionar, depois fiz muitas besteiras, encontrei novos algozes, e foi nesse momento que comecei a ler Simone de Beauvoir.
Ela foi a minha salvação, comecei a entender porquê me sentia daquele jeito.
Eu sou feminista mesmo!
Não topo limpar a casa sozinha, não topo ser sustentada, não quero ficar com alguém só por medo da solidão, não me vejo como uma bunda apetitosa, e renego o rótulo de Barbie.
Quando era criança cortava o cabelo da Barbie bem curtinho, jogava tinta guache, ela era a minha Barbie punk.
Quando eu era criança via a minha mãe todos os dias ir trabalhar, depois voltava pra casa e dava conta de 3 filhos, a minha mãe é o meu templo, sem ela não sou ninguém, me espelho nela, sempre vai ser assim.
Ensino o Antônio a não ser machista, quando ele tinha 3 anos ganhou uma pia de presente para aprender lavar a louça, já o levei na "Marcha das Vadias", e hoje ele foi comigo no Ministério Público ver uma palestra sobre violência doméstica.
O meu mundo é esse.....os meus dois trabalhos de conclusão de curso ( no jornalismo e no direito) foram ligados ao feminismo, eu gosto de ter nascido mulher, acho que a nossa luta vale a pena, e não pode parar!
Tem muita coisa torta por aí.......tem muito homem que se acha o rei da cocada preta e não aceita perder a mulher, aí prefere acabar com ela, pra ela não ser de mais ninguém.
Ainda há a questão da tripla jornada de trabalho: a mulher cuida da casa, trabalha e muitas vezes só porque está casada tem que se submeter ao apetite sexual do marido, sem realmente estar com vontade.
Eu não vou enumerar todas as desigualdades que infelizmente ainda existe nesse mundo, tenho que ir pro trabalho, mas acho que vocês já entenderam a mensagem.
terça-feira, 5 de fevereiro de 2013
EU X Consciência
EU: Vamos fazer um acordo consciência?
Deixa de se achar tão espertona....
Consciência: Do que você tá falando?
EU: Porra, mano.....tá me fritando!
Primeiro que estou tentando entender porque vc se achou tão bacanérrima no domingo, ficou latejando porque resolveu algumas questões de raciocínio lógico, depois me fez acreditar que havia alguma esperança!
Consciência: Poxa, dei o meu melhor.....vc também não estudou tanto, fala sério! E outra, lembra que aquela matéria daquele professor chinfrim eu não conseguia entender patavinas.....
EU: É, vc tem razão...sempre tem! Aí consciência, o que será de nós?
Consciência: Calma...pega leve! É a terceira vez que vc está menstruada esse mês, os seus hormônios devem estar doidinhos....acho que é muita pressão !
EU: Sabe, minha amiga, acho que vou tomar umas... ( pra variar).
Consciência: É melhor.....vai lá!
EU: Tá com saudade da terapia?
Consciência: Ah, sim, ela sempre faz falta.
EU: Quando tiver dindim prometo que vou te fazer transcender em lugares que vc sempre quis conhecer!
Consciência: Até imagino......como no passado!
EU: Vai ser melhor! O passado sempre me pega pelas costas, tá lá de tocaia, esperando o momento certo pra me abocanhar.
Consciência: Ah, vá acender uma vela pra Oxalá como o preto véio mandou.
EU: O preto véio tinha razão, sabe, ele me perguntou "Vc merece passar nesse concurso"?
Consciência: Bicho, como vc é otária....ainda não percebeu? As coisas definitivamente não acontecem pra vc, porque vc se faz de coitadinha....fica achando que não merece nada, fica se lamentando, vá estudar, porra!
EU: mi mi mi ......ok! Tá certo!
Consciência: Levanta essa cabeça! Sacode a poeira.....vc não é a tal da revolucionária???
EU: é.....parece que passo essa imagem....
Consciência: Caralho, vc é! Filha de Dona Irma, neta de paraguaios explorados na Mate Laranjeira....a sua luta é hoje, agora, arme barricadas, "A imaginação no poder"...lembra não, 1968?
EU: Ainda vou tatuar 1968 e "Seja herói, seja marginal"....é muito pala?
Consciência: não.....vc exala tudo isso daí, e foda-se o goleiro!
EU: Vc está me lembrando o Cris.....
Consciência: Eu sou um pouco parte dele viva em vc!
Deixa de se achar tão espertona....
Consciência: Do que você tá falando?
EU: Porra, mano.....tá me fritando!
Primeiro que estou tentando entender porque vc se achou tão bacanérrima no domingo, ficou latejando porque resolveu algumas questões de raciocínio lógico, depois me fez acreditar que havia alguma esperança!
Consciência: Poxa, dei o meu melhor.....vc também não estudou tanto, fala sério! E outra, lembra que aquela matéria daquele professor chinfrim eu não conseguia entender patavinas.....
EU: É, vc tem razão...sempre tem! Aí consciência, o que será de nós?
Consciência: Calma...pega leve! É a terceira vez que vc está menstruada esse mês, os seus hormônios devem estar doidinhos....acho que é muita pressão !
EU: Sabe, minha amiga, acho que vou tomar umas... ( pra variar).
Consciência: É melhor.....vai lá!
EU: Tá com saudade da terapia?
Consciência: Ah, sim, ela sempre faz falta.
EU: Quando tiver dindim prometo que vou te fazer transcender em lugares que vc sempre quis conhecer!
Consciência: Até imagino......como no passado!
EU: Vai ser melhor! O passado sempre me pega pelas costas, tá lá de tocaia, esperando o momento certo pra me abocanhar.
Consciência: Ah, vá acender uma vela pra Oxalá como o preto véio mandou.
EU: O preto véio tinha razão, sabe, ele me perguntou "Vc merece passar nesse concurso"?
Consciência: Bicho, como vc é otária....ainda não percebeu? As coisas definitivamente não acontecem pra vc, porque vc se faz de coitadinha....fica achando que não merece nada, fica se lamentando, vá estudar, porra!
EU: mi mi mi ......ok! Tá certo!
Consciência: Levanta essa cabeça! Sacode a poeira.....vc não é a tal da revolucionária???
EU: é.....parece que passo essa imagem....
Consciência: Caralho, vc é! Filha de Dona Irma, neta de paraguaios explorados na Mate Laranjeira....a sua luta é hoje, agora, arme barricadas, "A imaginação no poder"...lembra não, 1968?
EU: Ainda vou tatuar 1968 e "Seja herói, seja marginal"....é muito pala?
Consciência: não.....vc exala tudo isso daí, e foda-se o goleiro!
EU: Vc está me lembrando o Cris.....
Consciência: Eu sou um pouco parte dele viva em vc!
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Eu e o tiro na cabeça
Quem não tem vontade em alguns momentos de se dar um tiro na cabeça e acabar com tudo de uma vez?
Até a minha mãe me disse esses dias que não aguenta mais.....ela que enfrenta tudo e todos.
Eu, com meus 31 anos, tenho essa vontade hoje.
Não tenho armas....nem remédios suficiente.
A vontade passa: escute "The Bends" do Radiohead!
É o que diz a razão;o coração só sente e pertuba.
Cada dia na minha vidinha ordinária é uma baita luta.
Estou descobrindo que não sou boa em nada.... não sirvo pra ser esposa, nem dona de casa, nem mãe.
Aliás, o meu filho já deixou bem claro: Mãe, você está em segundo lugar na minha vida.
Devo ter feito uma merda muito grande para ele pensar desse jeito.
Vai se revelando pra mim que a partir do momento que tento ser eu mesma ninguém me aguenta.
E a qualquer instante posso ficar só, de verdade.
Acho que a solidão seria o pior pesadelo.
Aí sim, daria um tiro na cabeça.
Ou não, descobriria a liberdade de ser eu mesma.
E me aceitar, talvez eu não tenha nascido pra ser um sujeito social.
Deve existir alguma teoria que aborda tal questão.
Do que adianta ter tudo isso se ao decorrer dos dias vou me aniquilando cada vez mais?
Qual o sentido então ?
Pra quê ter uma casa tão grande se em nenhum canto escuto a voz do Antônio?
Pra quê um carro novo se não tenho pra onde ir?
Pra quê tantos amigos no facebook se quando eu mais preciso não tenho ninguém?
Porque o meu melhor amigo foi morar na gringa?
Isso realmente não faz sentido....
Estou começando a entender: sejamos todos robôs.....máquinas, sem ideias, nem sentimentos.
Vamos todos nos tornar uma mesma massa.
Sem questionar, psiu....aqui é proibido ser diferente.
O governo pode fuder com a aposentadoria dos servidores públicos com as suas milhares de Emendas Constitucionais, e eles não podem sequer fazer greve ( não há e nunca haverá lei que regulamente tal direito).
Então qual é a finalidade de servir o interesse público se ele não está interessado em mim?
Ah, sim, temos um único interesse: Impostos!
Todos os meus escritos sentimentais acabam por se tornar escritos políticos.....
Não é à toa que eu sou eu mesma.
Até a minha mãe me disse esses dias que não aguenta mais.....ela que enfrenta tudo e todos.
Eu, com meus 31 anos, tenho essa vontade hoje.
Não tenho armas....nem remédios suficiente.
A vontade passa: escute "The Bends" do Radiohead!
É o que diz a razão;o coração só sente e pertuba.
Cada dia na minha vidinha ordinária é uma baita luta.
Estou descobrindo que não sou boa em nada.... não sirvo pra ser esposa, nem dona de casa, nem mãe.
Aliás, o meu filho já deixou bem claro: Mãe, você está em segundo lugar na minha vida.
Devo ter feito uma merda muito grande para ele pensar desse jeito.
Vai se revelando pra mim que a partir do momento que tento ser eu mesma ninguém me aguenta.
E a qualquer instante posso ficar só, de verdade.
Acho que a solidão seria o pior pesadelo.
Aí sim, daria um tiro na cabeça.
Ou não, descobriria a liberdade de ser eu mesma.
E me aceitar, talvez eu não tenha nascido pra ser um sujeito social.
Deve existir alguma teoria que aborda tal questão.
Do que adianta ter tudo isso se ao decorrer dos dias vou me aniquilando cada vez mais?
Qual o sentido então ?
Pra quê ter uma casa tão grande se em nenhum canto escuto a voz do Antônio?
Pra quê um carro novo se não tenho pra onde ir?
Pra quê tantos amigos no facebook se quando eu mais preciso não tenho ninguém?
Porque o meu melhor amigo foi morar na gringa?
Isso realmente não faz sentido....
Estou começando a entender: sejamos todos robôs.....máquinas, sem ideias, nem sentimentos.
Vamos todos nos tornar uma mesma massa.
Sem questionar, psiu....aqui é proibido ser diferente.
O governo pode fuder com a aposentadoria dos servidores públicos com as suas milhares de Emendas Constitucionais, e eles não podem sequer fazer greve ( não há e nunca haverá lei que regulamente tal direito).
Então qual é a finalidade de servir o interesse público se ele não está interessado em mim?
Ah, sim, temos um único interesse: Impostos!
Todos os meus escritos sentimentais acabam por se tornar escritos políticos.....
Não é à toa que eu sou eu mesma.
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